IA e as nossas possibilidades: entre a potência humana e a dependência tecnológica

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Concordo plenamente com as reflexões que tenho acompanhado sobre as limitações que a IA tem imposto a diversos profissionais. Acredito que as empresas passarão, ou voltarão, a avaliar o pensamento crítico e as habilidades desenvolvidas longe da tecnologia e da IA generativa, especialmente porque se tornou comum o uso dessas ferramentas sem o devido exercício do pensar. 

Por outro lado, também percebo que ainda há uma liberdade no uso da IA sem orientações claras, assim como uma necessidade de crescimento sem diretrizes bem definidas. Como CEO de uma empresa e BI em outra, vejo que ainda precisamos amadurecer a consciência sobre esse “novo que chegou”: como educar para o uso, quais diretrizes devem ser estabelecidas, o que deve ser adotado e o que precisa ser evitado. A educação sempre será o melhor caminho. No entanto, ainda vivemos muito a lógica do “deixa dar errado para depois analisarmos as consequências e responsabilizarmos os envolvidos”.

A IA pode potencializar muito o trabalho humano, mas isso exige preparo, senso crítico e governança. Sem isso, corremos o risco de formar profissionais dependentes da ferramenta, e não profissionais capazes de usá-la com discernimento.

As pesquisas científicas já indicam que o uso da IA tem causado um declínio importante em habilidades cognitivas específicas, como memória, retenção de informações, pensamento crítico e autonomia intelectual. Um estudo do MIT, por exemplo, apontou que usuários de IA apresentaram maior dificuldade para lembrar e citar passagens de textos que haviam acabado de produzir com o auxílio da tecnologia.

Por isso, o desafio não é rejeitar a IA, mas aprender a usá-la sem abrir mão da nossa inteligência, da nossa autoria e da nossa capacidade de julgamento.

Referência: https://forbes.com.br/forbes-tech/2025/01/estudo-aponta-que-a-ia-esta-reduzindo-a-capacidade-cognitiva-das-pessoas/